O Feedback 2026 é um Simpósio dedicado às Práticas Contemporâneas do Som, em que técnica, escuta e criação se cruzam na construção de experiências sonoras relevantes.
Reunindo profissionais, criadores, docentes, estudantes, investigadores e público interessado, o evento é promovido pelo Curso de Som do Departamento de Teatro da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, integrada no Instituto Politécnico do Porto, afirmando-se como um espaço de encontro, partilha e reflexão sobre o som enquanto matéria, linguagem e prática situada.
O programa articula formação técnica, palestras, uma mesa-redonda, contacto direto com ferramentas e sistemas áudio contemporâneos, bem como momentos de performance artística.
CHECK-IN A PARTIR DAS 9H
Sessão apresentada pela empresa d&b audiotechnik
Sessão apresentada pela empresa d&b audiotechnik
MARTA MIGUEL MOTA, QUICO SERRANO, MARGARIDA PINTO, JOÃO BESSA
Esta mesa-redonda propõe uma conversa aberta sobre a colocação de microfones em diferentes contextos de captação sonora, explorando como decisões técnicas influenciam diretamente a estética e a perceção do som. A partir de experiências em estúdio, performances ao vivo, instalações artísticas, contextos audiovisuais e ambientes imersivos, os participantes discutem estratégias, desafios e abordagens criativas, cruzando prática, escuta e intenção artística. O encontro convida o público a refletir sobre o microfone não apenas como ferramenta técnica, mas como mediador sensível entre espaço, fonte sonora e experiência.
O Teatro Helena Sá e Costa acolhe uma sessão teórica e prática dedicada à operação de som ao vivo com recurso a microfones, orientada por Margarida Pinto, da equipa do Teatro Nacional D.Maria II. A atividade aborda princípios fundamentais de captação, gestão de sinal e operação em contexto de espetáculo, articulando enquadramento conceptual com demonstrações em tempo real. Dirigida a todos os apaixonados por som ao vivo, desde estudantes e profissionais das áreas do áudio e das artes performativas até a criadores que queiram explorar técnicas práticas de captação e operação sonora em contexto de espetáculo, a sessão promove a partilha de metodologias de trabalho e boas práticas aplicadas ao som ao vivo.
Feito de arames, tubos e varetas fixadas sobre LP's de madeira, com um gira-discos por baixo, base que roda e nos transporta para um mobile infantil em formato de disco escultórico, através do Praxinoscópio Esquizofónico é como se pudéssemos ouvir em tempo real, gravados nestes discos de três dimensões, os sons de um mobile mudo, sonorizados por esta criança que aguarda, que observa e interpreta, neste berçário de sons, luz, cor e movimento..
Momento de convívo pensado para aproximar pessoas, ideias e projetos
Sessão apresentada pela empresa d&b audiotechnik
DESENHO DE SOM PARA ÁUDIO ESPACIAL - EXPLORANDO O SEU POTENCIAL CRIATIVO
Rafael Maia conduz a sessão “Timbre e a Criação de Realidades Auditivas”, que propõe uma reflexão sobre a perceção e a função do timbre em contextos sonoros contemporâneos. A palestra explora como a criação e expressão tímbrica, através de técnicas especificas de síntese, manipulação sonora e psicoacústica, é capaz de gerar, simultaneamente, múltiplas realidades auditivas individuais, tornando a experiência sonora mais significativa para cada ouvinte. Destinada a estudantes, artistas, investigadores e profissionais do som e das artes performativas, a sessão convida à discussão e à exploração crítica das relações entre timbre, dramaturgia e realidade auditiva.
Rui Lima e Sérgio Martins conduzem uma sessão dedicada a uma reflexão sobre os seus últimos 10 anos de trabalho em criação sonora e performance. Através da apresentação de exemplos áudio das suas peças, os artistas exploram os processos criativos, escolhas estéticas e técnicas de captação e manipulação sonora que marcaram a sua prática. Destinada a estudantes, profissionais e entusiastas do som e das artes performativas, a sessão proporciona uma visão crítica e envolvente sobre a evolução do seu trabalho e o papel do som na construção de experiências imersivas.
Blue Box, do coletivo Ballet Betão (Francisco Monteiro e Guilherme Mota), é uma performance sonora que se debruça sobre a história e a estética dos sistemas de comunicação, inspirando-se nas primeiras “blue boxes” utilizadas para manipulação de redes telefónicas. A obra combina manipulação sonora em tempo real com interação performativa, criando um espaço imersivo onde som, gesto e tecnologia se cruzam. Através desta experiência, Blue Box convida o público a refletir sobre a relação entre tecnologia, escuta ativa e espaço, explorando como dispositivos históricos podem ser recontextualizados como instrumentos artísticos contemporâneos.
MARCO CONCEIÇÃO E DIOGO FRANCO
Momento de convívo pensado para aproximar pessoas, ideias e projetos
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